Brasileiros estão em pânico com o furacão Dorian

O médico Luis Fernando Correia, morador de Orlando e que foi coordenador médico geral da Copa do Mundo, dá dicas sobre como se portar com o ciclone

Por Kátia Mello

O médico clínico brasileiro Luis Fernando Corrêa tem larga experiência em furacões. Agora, ele está tentando acalmar alguns brasileiros nos inúmeros grupos de Whatsapp, todos com o nome do furacão Dorian. Morador de Orlando, na Flórida, sua família já passou por quatro ciclones, inclusive o Irma, em 2017, o mais forte já registrado na bacia do Oceano Atlântico.

VEJA entrou em um desses grupos, em que não param de pipocar notícias sobre o Dorian. Pelo desconhecimento do inglês ou por pouco tempo de vivência nos Estados Unidos, alguns brasileiros não conseguem entender algumas informações que estão sendo divulgadas pelas autoridades, como os boletins do governador da Flórida, Ron DeSantis. Exemplo: uma mulher pergunta onde conseguir sacos de areia. “Sacos de areia são usados apenas para as pessoas que moram na beira-mar para impedir justamente que as enchentes tomem as casas”, explica o médico.

Correia diz que os brasileiros estão em pânico e muito mais apreensivos que os americanos, porque não sabem o que fazer nestas situações. Um dos grandes dilemas é se devem ou não deixar suas casas. Segundo o médico, não dá para prever a rota do furacão, que pode mudar nas últimas horas. “Quem viu o Irma, em 2017, se lembra que ele trocou de lado na Flórida por três vezes. Portanto, ainda não dá para saber hoje por onde exatamente irá passar o Dorian”.

Para o médico, se o governo não considerar sua residência como zona de evacuação, é melhor ficar em casa. E dentro de casa, “o local mais protegido geralmente é o closet dos quartos, pois estão mais distantes de paredes e janelas.” Caso precise sair, a todo o momento estão sendo divulgados os locais dos abrigos nos diferentes condados das cidades, inclusive pelos grupos de whatsapp das comunidades brasileiras. O médico alerta que alguns saem dentro do condomínio achando que estão seguros. “Mas rua é rua, inclusive a do condomínio”, sublinha ele.

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